Violência Psicológica Doméstica Contra Homens

04/04/2016 08:38

Por: Adriana Tanese Nogueira (Psicóloga)

Os homens que querem ser bons deparam-se com algumas artimanhas femininas nas quais, na maioria das vezes, caem como patos gordos prontos para o assado de Natal.

Não acredito que esses homens sejam particularmente estúpidos, não mais, pelo menos, dos durões que usam da violência para resolver suas relações. Se aperceber de estar sendo enrolado por certos truques é objetivamente difícil, e mesmo quando eles se tornam evidentes, sair deles implica responsabilizar-se e aguentar catástrofes emocionais de grandes proporções. Pois é aí que as mulheres atacam.

Além da famosa gravidez “inesperada”, fazer escândalos é uma das favoritas formas femininas para segurar um homem. Mulheres se jogam no chão, berram, choram, arrancam os cabelos, correm atrás, imploram, conversam e reconversam. Mulheres vítimas e sofredoras.

O homem que quer ser bom, o que pode fazer? O homem que não quer ser identificado com o aggressivo e injusto, o homem de espírito cavalheiro que não aceita tomar o caminho da violência, o que pode fazer?
Geralmente, na ausência de uma alternativa melhor, ele simplesmente aguenta, se cala e suporta. Se o homem mau é aquele que se aproveita das mulheres, o bom, só pode ser quem assume o fardo de sua responsabilidade masculina: cuidar das mulheres, no caso da própria. Ele então, com toda a seriedade, joga nos ombros sua cruz e enfrenta o inarredável destino. Destino uma ova.

Mulheres infantis e aproveitadoras ganham assim seu espaço na base do senso de culpa inculcado na alma ingênua de seus companheiros. É fácil de reconhecer um casal assim porque ele e ela não são parecidos em suas necessidades reais. Visto de fora, uma pessoa legitimamente se pergunta o que é que estão fazendo juntos.
Quando disponível, entra em cena outra chantagem feminina: os filhos. Em nome deles muitos pais não se separam e mantêm um casamento de fachada (como se isso fosse saudável para os filhos), cortam uma relação significativa que poderia ameaçar seu casamento, e se afundam sempre mais na dependência recíproca com a mãe de seus filhos. Ela precisa deles, eles precisam delas para não se sentir maus se as deixarem.
Com o passar to tempo, homens que queriam ser bons perdem seu horizonte, misturam-se sempre mais com a personalidade de sua esposa, passam a ser cúmplices, perdem a capacidade de dizer a verdade. Enfim, para sobreviver, buscam um nicho confortável, se acomodam. Ajeitam-se naquela mesma vidinha que se estivessem sóbrios, sem o narcótico afetivo, não aceitariam jamais.